APROVAÇÃO AUTOMÁTICA
Ministério Público da Bahia dá 30 dias para governo revisar normas da educação estadual

Sem aprovação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu 30 dias para o governo Jerônimo Rodrigues revisar normas da educação estadual após identificar o que chamou de uma espécie de aprovação automática disfarçada. A questão é que a portaria adotada pelo governo vigorou por dois anos e serviu de base para o fluxo escolar, um dos critérios considerados nos indicadores do Ideb. Mesmo com o mecanismo em vigor, a Bahia continuou entre os piores desempenhos do país. Ou seja: nem a matemática da aprovação automática conseguiu aprovar a educação baiana.
Sem presença
Se a aprovação automática já colocou a educação de Jerônimo sob suspeita, o Bolsa Presença acrescenta outra conta nessa história. Principal ativo do governo para combater a evasão escolar, o programa consumiu quase R$ 1 bilhão em 2025, mas segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) a gestão estadual não conseguiu comprovar de forma satisfatória que o dinheiro produziu o resultado esperado. Para piorar, apareceram desencontros entre as informações das empresas responsáveis pelos cartões dos benefícios e os números apresentados pelo próprio Estado. Não se sabe, portanto, quantificar o volume de estudantes que foram (e se foram) preservados em sala de aula pela medida. Virou investimento no escuro.