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MACETANDO O TÉDIO

Los Catedráticos em : “Macetando o Apocalipso”, no Teatro Moliére, em Salvador

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Por: Rai Alves | Pub.: 25/05/2026 07:40 | Atual.:25/05/2026 08:10
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Em curta temporada, o  grupo Los Catedráticos apresenta  o espetáculo “Macetando o Apocalipse”, uma irreverente revisão crítica das letras da música baiana. A montagem surpreende pela ousadia estética e pelo mergulho reflexivo, conquistando o público ao propor uma experiência que vai além do riso fácil.

O espetáculo conta com atuações marcantes dos atores:  Cyria Coentro, Jackson Costa, Maria Menezes, Zéu Britto e Atores reservas Luisa Prosérpio e Luiz Pepeu, onde cada intérprete imprime sua personalidade às cenas, reforçando a pluralidade de vozes e olhares que compõem a narrativa numa verdadeira entrega em cena .

A peça revisita criticamente letras da música baiana e provoca reflexão sobre identidade e tempo e a ideia do tempo numa metáfora instigante, pois por traz daquelas letras mora a identidade de um povo.

Estive ontem e saí maravilhado com a concepção cênica do querido diretor Paulo Dourado, a ideia do tempo, uma metáfora instigante, pois por traz daquelas letras moram também a nossa historia e contradições que às vezes sofre  a cobrança do tempo, este ser misterioso  que nos rodeia.

Sob a direção de Paulo Dourado, a concepção cênica explora o tempo como metáfora instigante. A dramaturgia revisita letras conhecidas da música baiana, ressignificando em cena e revelando contradições.

Repercussão entre o público

A plateia saiu impactada. Muitos espectadores relataram surpresa com a forma como músicas aparentemente leves ganharam densidade dramática. “É como se eu tivesse ouvido aquelas letras pela primeira vez”, comentou uma espectadora. Outro destacou: “O espetáculo nos obriga a pensar sobre quem somos e sobre o tempo que vivemos”.

A música baiana utilizada no espetáculo, sempre rica  pela diversidade rítmica e apelo popular, é revisitada sob um olhar crítico, onde ao invés de celebrar apenas a festa, “Macetando o Apocalipse” revela camadas ocultas, expondo tensões sociais e culturais, reforçando o papel da arte como espaço de reflexão e não apenas de entretenimento, memórias e a identidade de um povo, pois por trás daquelas letras moram histórias e símbolos que nos definem.

Após o espetáculo, a plateia sai impactada. Alguns  espectadores relataram como músicas aparentemente leves ganharam densidade dramática. “É como se eu tivesse ouvido aquelas letras pela primeira vez”, comentou uma  senhora espectadora. Já   um adolescente ao lado disse: “O espetáculo nos obriga a pensar sobre quem somos e sobre o tempo que vivemos”.

A equipe técnica que garante a qualidade do espetáculo é formada por: Cenografia - Daniela Steele e Paulo Dourado; Cenotécnico - Antônio Cotrim Juni;  Figurino - Daniela Steele; Fotografia - Fábio Bouzas, Débora Setenta e Marcos Ballena; Iluminação - Paulo Dourado e Leandro Reis; Operação de Som e Luz - Leandro Reis; Direção de Produção- Socorro de Maria e Vitor Alves; Produção Executiva- Capricórnio Produções.

“Macetando o Apocalipso” é uma irreverente revisão crítica das letras da música baiana. A montagem surpreende pela ousadia estética e pelo mergulho reflexivo, conquistando o público ao propor uma experiência que vai além do riso fácil

Catedráticos tem  uma trajetória marcante no teatro brasileiro, com  trabalhos que conquistaram o público e a crítica, mas está às vezes “Macetosa”  o que impulsiona  este grupo a resistir e continuar trilhando seu caminho com arte ternura e reflexão.


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