CADEIA DE TRABALHO
Entre redes, marés e tradições, mulheres fortalecem a pesca artesanal no litoral baiano
Mais de 966 mil mulheres estão registradas na pesca artesanal no Brasil; no Sul da Bahia, iniciativas apoiadas pela Veracel contribuem para a qualificação profissional e a valorização das trabalhadoras
Por: Veracel Celulose / Planin Comunicação / Maíra Telles | Pub.:
19/10/2026 17:19 | Atual.:19/10/2026 17:33
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Antes de chegar às feiras, aos restaurantes ou à mesa das famílias, o pescado percorre uma cadeia de trabalho que começa nas águas dos rios, manguezais e mares. Da captura à seleção, limpeza, beneficiamento e comercialização, são diferentes atividades que movimentam a economia das comunidades costeiras. Por trás desse trabalho estão conhecimentos transmitidos entre gerações, técnicas tradicionais e histórias de quem encontra nas águas sua fonte de sustento. Nesse universo, as mulheres exercem um papel fundamental, seja na pesca, na coleta de mariscos, na preparação do pescado ou na organização das comunidades.

No Sul da Bahia, onde a pesca artesanal faz parte da economia e da identidade de diferentes comunidades, esse trabalho também recebe apoio de iniciativas desenvolvidas pela Veracel Celulose. Em 2025, a companhia destinou mais de R$ 700 mil a programas voltados a pescadores e catadoras de mariscos, com ações de qualificação profissional, segurança no mar e valorização das trabalhadoras.
A presença feminina na atividade é expressiva. Segundo dados de 2025 do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Brasil contabiliza 966.097 mulheres com registros ativos na pesca artesanal, o equivalente a 50,17% do total. Mais de 80% dessas profissionais estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste. Apesar dessa participação, o reconhecimento do trabalho feminino continua sendo um desafio. Em 2026, o Ministério das Mulheres destacou a importância da autonomia econômica dessas trabalhadoras e da preservação dos conhecimentos tradicionais ligados à pesca.
Histórias construídas entre o mar e a comunidade
No litoral baiano, a participação das mulheres vai além da captura e do beneficiamento do pescado. Elas também integram associações e iniciativas de organização comunitária, contribuindo para o fortalecimento da atividade. Essa atuação ganhou mais visibilidade em 2025, quando dez pescadoras e marisqueiras tiveram suas trajetórias reconhecidas pelo Prêmio Mulheres da Pesca, concedido pela Veracel, por suas contribuições à geração de renda e à mobilização das comunidades.
O reconhecimento faz parte de uma relação construída com as organizações pesqueiras da região. Por meio do Comitê de Relacionamento de Pescadores do Extremo Sul da Bahia, que reúne 20 entidades, entre colônias e associações, a companhia participa de iniciativas voltadas às comunidades costeiras. Nesse ambiente, a participação das mulheres também contribui para ampliar a representação de trabalhadoras que exercem funções em diferentes etapas da atividade.
Uma atividade que movimenta a economia regional
A importância econômica da pesca artesanal também aparece em um trabalho de monitoramento realizado pela Veracel, em parceria com a Ambipar, no Sul da Bahia. Segundo os resultados de 2025, divulgados em maio deste ano, a atividade registrou mais de R$ 1,5 milhão em faturamento nas áreas acompanhadas. Em Santa Cruz Cabrália, foram comercializadas 47,8 toneladas de pescado, enquanto as marisqueiras de Belmonte participaram do beneficiamento de 5,3 toneladas, com destaque para o caranguejo. O levantamento acompanha a produção, a comercialização e as características da atividade, fornecendo informações que podem apoiar as comunidades pesqueiras.
Além do monitoramento, a Veracel apoia a qualificação profissional das comunidades pesqueiras do Sul da Bahia, com cursos de laminação de embarcações, mecânica e elétrica. Em 2025, as iniciativas também incluíram capacitações conduzidas pela Marinha do Brasil, voltadas à segurança no mar e à preparação dos profissionais para o exercício da atividade pesqueira.
A relação das mulheres com a pesca também envolve a transmissão de saberes sobre o ambiente costeiro, as técnicas de coleta e o beneficiamento dos produtos. Esse conhecimento, presente no cotidiano das comunidades, faz parte de uma atividade que conecta trabalho, cultura e modos de vida. Sua valorização integra as discussões nacionais sobre autonomia econômica e reconhecimento das pescadoras e marisqueiras.
Entre redes, marés e manguezais, a participação feminina continua sendo parte importante da pesca artesanal no litoral baiano. Das atividades realizadas nas águas à organização comunitária, o trabalho dessas mulheres contribui para a geração de renda e para a continuidade de práticas tradicionais que permanecem ligadas à história da região.
Sobre a Veracel Celulose
A Veracel Celulose é uma empresa brasileira da bioeconomia, especializada na produção de celulose a partir de florestas plantadas de eucalipto. Com atuação há mais de 30 anos no Sul e Extremo Sul da Bahia, a companhia tem como acionistas a Suzano e a Stora Enso, cada uma com 50% de participação. Suas operações integram atividades florestais, industriais e logísticas, com fábrica localizada em Eunápolis (BA) e Terminal Marítimo em Belmonte (BA). A Veracel desenvolve iniciativas de conservação da Mata Atlântica, restauração florestal e desenvolvimento socioeconômico, mantendo mais de 100 mil hectares de vegetação nativa preservada. Para mais informações, acesse www.veracel.com.br.